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O que é a Erliquiose canina?

É uma grave doença infecciosa que acomete animais da família canidae que são lobos, cães e chacais. O primeiro registro dessa enfermidade no Brasil foi em 1973, na cidade de Belo Horizonte. Teve diversas nomenclaturas no passado como: pancitopenia tropical canina, riquetsiose canina, tifo canino, síndrome hemorrágica idiopática, febre hemorrágica canina, moléstia do cão rastreador e, atualmente é denominada erlichiose monocítica canina (EMC).

O que causa essa grave doença?

Causada principalmente pela bactéria Erlichia canis, tem como vetor (transmissor) o carrapato Rhipicephalus sanguineus, chamado comumente de carrapato vermelho ou carrapato marrom do cão. A transmissão também pode acontecer durante transfusões sanguíneas ou através de agulhas ou instrumentais cirúrgicos contaminados. O mesmo carrapato transmissor da erliquiose é responsável pela transmissão da Babesiose, outra doença infecciosa que pode ocorrer juntamente junto com a erliquiose, agravando ainda mais o quadro do cão contaminado.

Como o cão se contamina?
Ao picar um cão contaminado, o carrapato transmite a doença para outro cão sadio que venha a picar também. O sangue do primeiro cão contaminado é inoculado no cão sadio através do carrapato Rhipicephalus sanguineus.

Quais os sinais e sintomas apresentados pelo cão contaminado pela Erlichia canis?

A fase inicial da infecção ou fase aguda, geralmente traz um quadro de febre, que pode variar entre 39,5 ºC e 41,5 ºC. Em geral, o animal apresenta ainda perda de apetite, com conseqüente perda de peso. Pode apresentar ainda fraqueza muscular. Alguns cães, que apresentam quadro mais grave na fase aguda, podem apresentar secreção nasal, param totalmente de se alimentar, apatia, depressão, sangramento nasal, urina com sangue (hematúria), sangramento digestivo, náuseas, vômitos, inchaço nas patas, dificuldade para respirar. A fase aguda pode durar cerca de 4 semanas e, se não for muito intensa ou se o animal permanece por longos períodos sozinho, pode passar desapercebida pelo proprietário.

Alguns animais apresentam a doença numa forma subclínica, isto é, sem sinais e sintomas aparentes. Os proprietários mais atenciosos podem perceber palidez de mucosas, perda de apetite e/ou inchaço nos membros. Quando avaliado pelo veterinário, geralmente é detectada anemia, sinal de algum sangramento que não foi notado.

Em alguns cães a infecção pode ser persistente e, quando o sistema imunológico do animal não for capaz de combater e eliminar a bactéria, este apresentará a fase crônica da doença. Nestes, a doença adquire características de doença auto-imune, comprometendo todo o sistema imunológico, reduzindo as defesas para outras infecções. Além da anemia, fraqueza, o animal pode ser acometido por infecções secundárias, oportunistas, causando pneumonia, diarréia, lesões na pele, etc…Ao exame de sangue, percebe-se uma queda de plaquetas, que são responsáveis pela coagulação sanguínea, o que causará sangramentos crônicos (sangramento nasal, no aparelho digestivo, etc). Dessa forma, o animal ficará fraco, apático, sentindo-se sempre cansado, devido à anemia.

Como é feito o diagnóstico da erliquiose?

Os sintomas apresentados pelo cão no início da doença (fase aguda) não são específicos e podem levar a diversas suspeitas diagnósticas, dificultando a detecção da doença. Outros fatores, se observados podem ajudar no diagnóstico como, por exemplo a presença do carrapato no animal ou no ambiente e a ocorrência da enfermidade em outros cães da região.

O diagnóstico pode ser feito através do exame de sangue. Após colhido o sangue pelo veterinário, será encaminhado para laboratório e, através de esfregaço ou testes sorológicos, pode ser detectada a doença.

A erliquiose tem cura?

Sim, tem cura se tratada adequadamente. As chances de cura são maiores quando o tratamento é iniciado precocemente. Quando tratada no início da doença, após cerca de 48 horas após o início do tratamento já pode ser observada melhora no estado geral do animal.

Como é tratada a erliquiose?

A doença é tratada com o uso do antibiótico “DOXICILINA” , em qualquer fase da doença. A duração do tratamento vai depender da fase da doença em que o cão se encontra. Na fase aguda, o tratamento deve ser instituído por 21 dias. Para os animais na fase crônica, o tratamento pode durar até 8 semanas.

O combate ao carrapato transmissor da doença é muito importante para o tratamento, evitando o risco de re-infecção e de transmissão a outros animais sadios. Para tal, devem ser utilizados carrapaticidas no ambiente e também no animal. A coleira anti carrapato deve ser usada pelo cão, bem como produtos em banho medicinal e de aplicação na pele.

Os humanos pode pegar erliquiose?

Não há relatos de casos de erliquiose canina em humanos, entretanto, outros tipos de bactéria erlichia, que não a canis, podem transmitir outro tipo de erliquiose para humanos, também através de carrapatos. A incidência de erliquiose em humanos tem tido um aumento significativo nos Estados Unidos. Felizmente, ainda há poucos casos diagnosticados no Brasil.

Importante:

Devido à dificuldade no diagnóstico da erliquiose, por ser doença que apresenta várias fases e diversos sintomas com gravidade variada,os cães devem ser submetidos periodicamente a consultas e exames de sangue, principalmente se residem em áreas endêmicas.

A prevenção também se faz pela higienização do animal e do ambiente. A presença do carrapato pode ser evitada através do tratamento do ambiente com carrapaticidas.

Cuide da sua casa e do seu grande amigo e combata essa grave doença ! Leve o seu bichinho para exames periódicos.

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cão & gatoCães e gatos também tem câncer?

Câncer ou neoplasia maligna, na verdade, não é uma só doença, pois define a presença de tumor maligno e são vários os tipos de tumores dessa natureza. Os cães e gatos também podem desenvolver a doença. Observa-se que, com o aumento da expectativa de vida dessas espécies, a incidência de neoplasias malignas tem aumentado.

Quais os tipos de tumores malignos mais comuns em cães e gatos?

carcinoma_narizOs tumores malignos de pele (carcinomas cutâneos) estão entre os cânceres mais comuns, principalmente em cães e gatos mais idosos. São mais comuns nos animais de pela muito clara, com pouca pigmentação e mais freqüente em felinos que em cães. A área mais afetada costuma ser a face. Os sarcomas (tumores malignos provenientes do tecido muscular, adiposo e ósseo) são também de incidência relativamente alta. No Brasil, são mais freqüentes em cães que em gatos. Os tumores de origem ligada à formação de células sanguíneas (tecido hematopoiético), também acometem tanto cães como gatos, sendo mais comuns as leucemias e os linfomas. São comuns nos gatos infectados pelo vírus da leucemia felina (FeLV). Dentre os tumores menos freqüentes, encontramos os tumores do sistema nervoso.

Os animais com câncer devem ser sacrificados? Existe tratamento?

Há tratamento e este pode ser de dois tipos: paliativo ou curativo. O tratamento paliativo visa minorar o sofrimento do animal, quando não perspectiva de cura. Visa aliviar a dor, corrigir disfunções que comprometam a qualidade de vida do bichinho. Pode envolver também cirurgias, no caso de obstruções de qualquer natureza ou dor intensa. A eutanásia é recomendada nos casos em que o tratamento paliativo não consegue minorar o sofrimento do animal e este tem a sua qualidade de vida comprometida, mesmo com os cuidados médico-veterinários. O tratamento curativo pode envolver cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia.

pata amputada

A cirurgia pode curar o animal?

A cirurgia, quando possível é o melhor tratamento e oferece maior índice de cura (com exceção para as doenças do sistema hematopoiético). Esta deve, não só remover o tumor maligno, mas também o tecido aparentemente são em volta deste, inclusive os gânglios linfátic0s próximos à lesão. Infelizmente, muitas das cirurgias para tratamento do câncer são mutilantes.

Quando é indicada a quimioterapia?

É indicada nos casos de leucemias e linfomas. Pode também ser utilizada como tratamento combinado com a cirurgia, principalmente para certos tumores com tendência a gerar metástases, como, por exemplo, melanoma, sarcoma, etc… Esse tratamento pode ser através de medicações injetáveis ou orais e necessitam de muitos cuidados, como hidratação do animal antes de cada sessão pois, como as drogas são muito agressivas e tóxicas, proporcionam muitos efeitos colaterais que podem ser minimizados através da hidratação cuidadosa.

Os animais perdem pelos com a quimioterapia?

câncer de peleEm geral, não se observam efeitos colaterais tão intensos no cães e gatos, como nos humanos, pois, nos humanos, se deseja a cura a qualquer custo, enquanto que, no animal, o alívio do sofrimento e o aumento da sobrevida tem também um significado importante e, portanto, doses manores e drogas menos agressivas são utilizadas. Quanto à queda de pelos (alopecia), em geral, ocorre em áreas localizadas e algumas raças são mais afetadas que outras, como, por exemplo, o Cocker Spaniel. Outros efeitos colaterais gerais são observados como vômitos, diarréia, falta de apetite, perda de peso. Alguns podem ser aliviados com uso de medicações. Alguns efeitos colaterais mais sérios devem ser observados como alterações no músculo do coração ou nos rins e são específicos da utilização de determinadass drogas – cisplatina e doxorrubicina.

Há outros tipos de tratamento?

Há uma técnica denominada crioterapia que consiste no congelamento de determinadas células neoplásicas, causando a sua morte. Não é indicada para todos os tipos de tumores malignos, podendo ser utilizada em pequenas lesões de pele ou nas mucosas.

Deve-se sempre levar em conta a importância do diagnóstico precoce. A cura depende do início precoce do tratamento. Leve sempre o seu animalzinho ao veterinário, pois, mesmo pequenas lesões, nódulos, ferimentos que não cicatrizam, devem ser biopsiados com brevidade. A biópsia é o único método de diagnóstico seguro. Desse procedimento simples pode depender a cura do seu grande amigo!

Doenças de Gatos

As vacinas de gatos são bem menos conhecidas que as de cães, mas também

são importantes para manter a saúde de seu felino.

A vacinação de felinos protege contra as seguintes doenças:


 

Panleucopenia Felina:

É extremamente contagiosa. Suas principais características são: febre, perda de apetite, vômitos e diarréia. O vômito e a diarréia podem vir juntos ou separados e podem ser bastante graves; a diarréia pode vir com sangue. O animal pode se desidratar rapidamente. Os vírus são eliminados pelas fezes dos felinos doentes e o contágio se dá pelo contato direto do animal com fezes contaminadas , gaiolas infectadas, roupas, animais doentes, etc

. A Panleucopenia Felina é mortal, principalmente em filhotes.

 

Rinotraqueíte Felina:

É uma enfermidade respiratória altamente contagiosa. Caracteriza-se por espirros, perda de apetite, febre e inflamação nos olhos dos gatos. Com a evolução da doença, observa-se corrimentos oculares e nasais. O animal pode ter pneumonia associada. O quadro pode persistir por até 3 semanas, levando o animal a uma perda de peso importante, desidratação e até à morte. A transmissão se dá principalmente pelo contato entre animais sadios e os doentes.

 

Calicivirose Felina:


É outra séria infecção respiratória dos gatos. Os sinais da infecção são: febre, falta de apetite, e corrimento nasal, mas gatos infectados também podem apresentar úlceras na língua.

 

Clamidiose Felina:

Também uma infecção respiratória, que afeta mais os olhos do animal, causando conjuntivite e rinite. Ela é uma zoonose e isso significa que humanos também podem se infectar com essa doença. Muito contagiosa, é rapidamente transmitida de um animal para outro, ou por contato com materiais ou objetos contaminados. Os animais infectados piscam excessivamente, tem corrimento nasal e ocular, olhos vermelhos, espirros e tosse. O corrimento ocular pode ser aquoso ou purulento e os sintomas podem durar mais de um mês. Metade dos gatos infectados sofrem recaídas 10 a 14 dias após uma aparente recuperação, com sintomas leves que podem durar de duas a quatro semanas. Os animais que se recuperam podem manifestar a doença sempre que tiverem uma queda de resistência.

A vacinação não oferece completa proteção, mas reduz muito a gravidade e a freqüência das infecções.

** Nessas três doenças respiratórias, fêmeas prenhes podem transmitir as doenças para suas ninhadas, podendo, inclusive, abortar. Podem nascer ninhadas já contaminadas, animais com más formações, por já estarem com a rinotraqueíte desde quando estavam se desenvolvendo no útero de sua mãe.

 

Leucemia Felina:

É uma doença viral que pode se apresentar de diversas formas. Ela pode se apresentar como leucemia ou junto com outras doenças graves de gatos, sendo que nesses casos geralmente o animal não resiste.

 

Raiva:

Doença viral muito séria que afeta animais de sangue quente, incluindo o homem. O animal ou pessoa que contrai a doença e chega a manifestar os sintomas invariavelmente morrem. O vírus ataca o sistema nervoso do animal, levando-o a alterações de comportamento como fúria, ou calma excessiva, olhos fixos e inexpressivos, salivação excessiva e aberrações do apetite, podendo também ocorrer paralisia.

O principal transmissor da raiva no meio urbano é o cão, embora o gato também o faça. A transmissão do vírus se dá através de mordidas (saliva). Todas essas doenças têm vacinas e elas são dadas anualmente em adultos (veja página de vacinas de gatos)

O animal, ao ser vacinado, de preferência deve estar com sua saúde estável, com uma alimentação correta e livre de parasitas intestinais. E não deve sair para a rua ou para passear enquanto não estiver com todo esquema de vacinação completo.

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