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Hoje é dia de  Giovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido como São Francisco de Assis, um frade católico da Itália. Da ordem dos franciscanos, goza de grande prestígio até hoje entre os religiosos católicos.

Dante Alighieri disse que ele foi “uma luz que brilhou sobre o mundo”.

Foi canonizado pela Igreja Católica em 1228, dois anos depois de morrer e, por seu apreço e cuidado com a natureza, é conhecido em todo o mundo como o patrono do meio ambiente e dos animais.

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O envenenamento é a principal causa de morte de cães e gatos, seguida pelo atropelamento. Infelizmente, muitos animais domésticos são vítimas de envenenamento que pode ser acidental ou intencional. Isso mesmo, apesar de parecer monstruoso, muitos animais são intencionalmente envenenados. As maiores vítimas dessa maldade são os animais de rua ou aqueles que têm dono mas saem com freqüência, especialmente os gatos.

Nos casos acidentais, geralmente, por descuido do proprietário, o animal fica exposto a contato com produtos de limpeza (detergentes, desinfetantes, etc), medicamentos, inseticidas, raticidas, etc.

Muitos produtos de limpeza são inofensivos aos humanos mas podem rapidamente matar animais domésticos, principalmente os de pequeno porte. As aves são muito sensíveis a esses produtos.

O chumbinho, cujo agente ativo é a estricnina, apesar de proibido, é o veneno mais utilizado. Muitas pessoas o utilizam para matar ratos e, eventualmente, algum gato pode morder algum rato que ingeriu o chumbinho, resultando em envenenamento do felino.

Algumas pessoas colocam o chumbinho em pedaços de carne e o dão intencionalmente para matar animais.

Os principais sintomas de cães e gatos envenenados com chumbinho são: diminuição da freqüência card[iaca, vômitos, diarréia, salivação em excesso, tosse, aumento de secreções respiratórias, dificuldade para respirar, edema pulmonar, perda da coordenação motora, incapacidade de controlar a urina e morte.

Apenas 30% dos animais intoxicados por chumbinho sobrevive, quando recebe atendimento imediato.

Caso aconteça com algum animal próximo a você, leve-o IMEDIATAMENTE a uma clínica veterinária e caso identifique o responsável pelo envenenamento do animal, vá à delegacia mais próxima e denuncie. Existe um Decreto de proteção animal . Conheça-o (http://www.animaisos.org/legislacaop.php?id=8).

Conheça também a Declaração Universal dos Direitos dos Animais.

Proteja o seu grande amigo, mantendo produtos de limpeza, inseticidas, medicações longe do seu alcance.

Aposent4Depois de uma vida de trabalho e dedicação todos merecem um descanso confortável e repleto de atenções.

Na cidade de São Paulo os cães da Polícia Militar, ao completarem sete anos ou em caso de alguma enfermidade que os incapacite, aposentam-se. O policial parceiro de muitos anos tem a preferência para adotar o animal mas, se isso não é possível pode indicar alguém para ficar com o amigo. São animais dóceis, disciplinados e, por isso, sempre tem alguém que deseja tê-los em casa.  E não esqueçamos que são excelentes cães de guarda!

Aposent1

Mas o grande avanço em termos de respeito pelos animais vem do Japão. E olha que por lá não é nenhuma novidade ! Desde os anos 70 há um asilo para cães aposentados. Muitos cães guia idosos vivem cobertos de cuidados em um ambiente cheio de amor e respeito.

Aposent7Keiko Tsuji, cuidadora do asilo alimenta Rick, cão idoso aposentado que já não se levanta mais. Nesse lugar ele encontrou abrigo, alimento e muito amor.

Devido à perda da agilidade e força , as limitações físicas não permitem mais que desempenhem bem as suas funções. Mesmo assim, é muito difícil para os seus antigos donos se separarem dos grandes amigos que tanto os ajudaram. Muitos não tem como mantê-los em casa e, sabendo que serão bem cuidados, podem visitá-los e prestar as suas homenagens depois que se forem.

É uma grande lição de respeito e gratidão vinda do oriente. Os nossos grandes amigos merecem!


DiaMundial

O Dia Mundial dos Animais é celebrado desde 1930 em mais de 45 países. Em 1929 no Congresso de Protecção Animal em Viena, Áustria, foi declarado o dia da morte de São Francisco de Assis como o Dia Mundial do Animal.


Francisco de Assis viveu na Itália entre os séculos XII e XIII e, durante a juventude, levava a vida como um rico filho de comerciante. Após converter-se, passou a trabalhar com um grupo de discípulos que ficaram conhecidos como franciscanos. sepultado em 4 de outubro de 1226 e canonizado em 1228.


Conhecido pelo seu amor e respeito aos animais, São Francisco teve esse amor reconhecido pelo Papa João Paulo II que decretou São Francisco de Assis o padroeiro da ecologia.

Em comemoração à data, durante este mês várias entidades de proteção animal organizam eventos sobre bem-estar animal e cerimônias de bênção aos animais. Muitas feiras de adoção ocorreram em todo o país, na tentativa de minimizar o problema dos animais abandonados. São milhares de cães e gatos em abrigos ou mesmo nas ruas expostos a doenças e maus tratos.

StFrancis

Grandes amigos que aguardam pelo seu carinho e proteção e, em troca, lhe darão alegria e amizade por toda a vida.


Porém, no dia 4 de outubro devemos nos lembrar não só dos nossos mimados “pets”, mas de todos os animais, de todas as espécies, mas, comemorar mesmo será no dia em que não houver mais espécies ameaçadas de extinção, no dia em que a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS for de fato respeitada.

No dia de hoje, nós não poderíamos deixar de prestar a nossa homenagem aos nossos grandes amigos. Que todos tenham um dia animal !

Inocentes, amorosos e fiéis os animais muitas vezes são vítimas da violência de seres “racionais”.

Conheça os direitos dos animais e denuncie a violência irracional contra todos eles.


Natal

Com a chegada do Natal, muitas são as crianças que querem ganhar um animalzinho de presente, geralmente um filhotinho, fofinho, bem bonitinho.

Para satisfazer mais um desejo das crianças, muitos pais concordam em ter um bichinho de estimação em casa.

Sabemos ser muito benéfico para as crianças a criação de vínculo afetivo de convivência com animais e implicará também numa relação que envolve o cuidar, desenvolvendo a atitude responsável em nossos filhos.

Quando as crianças são muito pequenas ou nunca tiveram animal de estimação, o cuidado dos pais deve ser redobrado, com orientações sobre como tratar, alimentar, cuidar do bichinho.

É importante frisar que até os quatro anos, a criança vê o animal como um objeto, não tendo a exata noção de que este é um ser vivo, com necessidades e sentimentos. Elas não conseguem ter o discernimento de que os animais sentem dor, fome, sede e também amam.

Apenas aos 10 anos de idade, a criança compreende totalmente as necessidades do animal como ser vivo, e estará apta a uma posse responsável e, se foi orientada pata isso, dispensará os cuidados em que a posse responsável de um animal implica.

“Infelizmente, muitas pessoas que se encantam com um filhote numa loja de animais não percebem que levar um bicho para casa significa assumir um contrato de fidelidade que pode durar muitos anos, o tempo de vida do bicho”, afirma Marco Ciampi, presidente da Arca Brasil, uma das primeiras ONGs brasileiras a difundir o conceito de posse responsável.

yorkA escolha adequada do animal, de acordo com o ambiente onde este viverá (casa ou apartamento), a decisão de adotar ou comprar o bichinho, tudo deve ser pesado criteriosamente antes da decisão de ter o animalzinho. O animal adotado geralmente já vem castrado, vermifugado e às vezes, com a primeira dose das vacinas, sendo portanto, uma decisão mais econômica. Será eternamente grato ao novo dono e se tornará companheiro fiel. É uma escolha a ser pensada pois será também uma decisão humanitária.

A raça adequada à rotina de cada família, tornará o cuidado mais fácil. Raças de pelo longo irão requerer escovação diária. Se ninguém na casa tem tempo para esta atividade, escolha uma raça de pelo curto. Animais de orelha caída têm mais problemas de otite, algumas raças são mais agitadas que outras, alguns pets necessitam de espaço grande, enfim, todos os aspectos e particularidades devem ser analisados antes de adquirir o animal.

Muitas famílias não estão preparadas para ter um animal de estimação e só se dão conta disso depois que o filhote chega em casa. Esquecem-se que este necessitará ser ensinado, alimentado, levado para passear, e que dará um certo trabalho. Após a fase de “encanto” inicial, a rotina do dia-a-dia, poderá fazer com que a criança ou os familiares percam o interesse pelo animal e negligenciem as suas necessidades. Muitos pets adoecem por falta de alimentação adequada, falta de vacinas (vacinação para cães, vacinação para gatos), vermífugos e, até mesmo por serem deixados em locais úmidos, frios, sem o mínimo necessário para um desenvolvimento salutar.papai-noel-papel-de-parede-2007

Alguns chegam até mesmo a ser abandonados depois que a família se cansa do animalzinho. Se este não foi educado corretamente, jamais aprenderá a fazer xixi e cocô no lugar certo, destruirá objetos, móveis e se comportará de forma inadequada. O animal precisa ser ensinado para que aja de acordo com o desejo do seu dono.

Está na Declaração Universal dos Direitos dos Animais – proclamada pela Unesco, em 1978: “O animal que o homem escolher como companheiro nunca deverá ser abandonado”.

Os motivos para o abandono são muitos: “ele está muito velho”, “ele não sabe se comportar”, “ele não brinca com o meu filho”, etc.

Ter um animal de estimação é muito bom para o desenvolvimento de uma criança e agradável para a convivência familiar. O animalzinho alegra o ambiente, transmite afeição, carinho e é um amigo leal para toda a vida. O animal é um ser vivo, com necessidades, sentimentos e precisa de cuidados, respeito, amor e carinho. O animal não é brinquedo!

huskyO ‘Dia Mundial dos Animais”.

Esta data já é comemorada em muitos países desde de 1998, mas é a primeira vez que é comemorada no Brasil, com manifestações organizadas em muitas cidades.protesto-em-favor-dos-animais

É também uma data para refletir sobre os direitos dos animais, sobre leis que proíbam a sua utilização como cobaias por indústrias de cosméticos, os maus tratos a que são submetidos em circos, a criação de animais para fabricação de casacos de pele , etc…

Nós todos que amamos s animais, temos o dever de protegê-los para que estejam presentes na natureza, com toda a sua beleza e majestade, fazendo deste um mundo mais feliz para nossos filhos e netos.

tigre

Conheça a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, a primeira publicação em nossa página.

Nossos queridos animais de estimação têm todo o nosso carinho, atenção e cuidados.

Muitos outros animais não têm tanta sorte e terminam em circos, realizando um triste espetáculo onde pessoas riem da sua dignidade perdida. Conheça a triste realidade destes pobres animais e diga não ao circo com animais.

Os Elefantes

Os elefantes são animais muito inteligentes que se comunicam e têm hierarquia social. São capazes de reconhecer familiares com os quais perderam contato desde filhote, ficam de luto por familiares mortos.

Necessitam de grandes espaços, pois andam dezenas de quilômetros diariamente. Quando privados de exercício, sofrem de problemas nas patas.

Os animais de circo passam por meses de tortura até serem dominados pela dor.

São amarrados sentados numa jaula onde não conseguem se mexer, até que seus órgãos internos comecem a doer;

São surrados diariamente e são deixados em cubículos sobre os seus próprios excrementos, até que o seu “espírito seja quebrado” e ele assuma uma postura submissa;

No circo, permanecem acorrentados e, após algum tempo, apresentam neurose pela privação de liberdade. Esta neurose pode ser diagnosticada pelos movimentos com a cabeça numa pretensa “dança” durante as apresentações no picadeiro.

O diretor do San Francisco Zoological Gardens chegou a fazer esta afirmação absurda: “Como fazer para conseguir a atenção de um elefante de 5 toneladas? Surre-o, eis como”.

 

Os Grandes Felinos

Os grandes felinos, tão belos e majestosos na natureza, são acorrentados a pedestais e têm a garganta enrolada por cordas e correntes, gerando sensação de asfixia até que se submetam ao “tratador”.

São agredidos com barras de ferro, dominados com violência por fogo e chicote e queimados na testa, pelo menos uma vez na vida, para que se lembrem da dor intensa e obedeçam.

Muitos deles têm garras e dentes arrancados e passam a vida em minúsculas e imundas jaulas.

 

Os Ursos

Os ursos têm o nariz quebrado para que a dor intensa diminua a sua “valentia”. As suas patas dianteiras são queimadas para que não consigam pisar sobre elas e “aprendam” a caminhar sobre duas patas. São colocados sobre chapas de metal incandescente sob o som de determinada música e, quando a ouvem no picadeiro repetem os movimentos saltitantes pelo calor da chapa nas patas, simulando uma “dança” cruel. Não é incomum encontrarmos ursos com língua cortada ou garras arrancadas.

Os ursos que permanecem em cativeiro apresentam movimentos de um lado para o outro e às vezes se auto mutilam, mordem as patas, batem a cabeça contra as grades e chegam a morrer em função das lesões auto provocadas.

 

Os Macacos

Estes apresentam reações semelhantes a crianças que sofrem abusos. Roem unhas, gritam, se debatem nas jaulas e até se auto mutilam.

São também surrados para aprenderem a “obedecer” e têm dentes arrancados para serem fotografados juntos às crianças.

 

Os Cavalos

São açoitados, feridos com esporas e mantidos confinados sem direito a caminhadas até que fiquem mansos, submissos.

 

Tosos os animais de circo estão sujeitos a técnicas cruéis de adestramento, de submissão que incluem choques elétricos, chicotadas, pauladas, privação de água e comida. Permanecem confinados sem as mínimas condições de higiene e, freqüentemente adoecem e permanecem sem assistência médico-veterinária.

Viajam por longas horas em acomodações inadequadas, insalubres, sem ventilação, sem higiene, sem climatização. Enfrentam mudanças bruscas de temperatura e às vezes permanecem sob chuva, vento, de forma absolutamente cruel e abominável.

Quando ficam velhos, muitos deles são sacrificados para servirem de alimento para outros animais, outros tantos são abandonados. Há relatos de felinos que morreram de fome dentro de jaulas.

Há publicação do Jornal “O Globo” do Rio de Janeiro de 21 de abril de 2000 de matéria sobre o abandono de sete leões em condições precárias de saúde em um galpão em Nova Iguaçu. Eram animais do Circo Vostok que foram simplesmente deixados para trás.

Em abril de 200, o jornal “Diário Popular” de Atibaia, interior de São Paulo publicou matéria sobre o abandono de quatro leões em terreno baldio nesta cidade.

Em 7 de janeiro de 2003, três leões foram abandonados pelo Circo Stankovich dentro de duas jaulas em uma praça. Um dos leões veio a morrer, pois estava muito debilitado devido às crueldades sofridas no circo.

Alguns circos anunciam em jornais a compra de gatos e cães velhos ou abandonados e os servem como alimento aos animais do circo.

 

Segue aqui, a lista de circos que utilizam animais em suas apresentações;

Le Cirque
Circo Di Napoli
Circo Bartholo
Circo Beto Carreiro
Circo Bim Bobo
Circo De Roma
Circo da Romênia, do Mário Stankovich
Circo Garcia
Circo Moscow
Circo Stankowich
Circo Tradição
Circo Vostock
Washington Circus

Circos que não utilizam animais em suas apresentações:

Cia Clawnesca Cara Melada
Cia Pavanelli
Circo da Alegria
Circo Dança Teatro Intrépida Trup
Circo Girassol
Circo Mínimo
Circo Navegador
Circo Spacial
Circo Teatro Musical Furunfunfum
Circo Trapézio
Circo Vox
Circodélico
Cirque Ahbaui
Companhia Teatral e Circence Trupe Sapeka
Parlapatões, Patifes & Paspalhões
Sply
Up-Leon
Circo Popular do Brasil
Circo Gran Bartholo

Ao ir num circo, lembre-se; “CIRCO LEGAL NÃO TEM ANIMAL”

Original em Inglês no site da Humane Society of the United States

OBS – Não publicamos fotos nessa matéria por julgarmos ofensivas

A Humane Society of the United States (HSUS) é a primeira organização a conduzir um estudo nacional examinando a predominância de violência humana em situações que envolvem crueldade contra animais.O estudo da HSUS, conduzido de Janeiro a Dezembro de 2000, aponta números de pessoas que maltraram animais, tipos de animais maltratados e incidentes de violência em família nos casos mais comuns de crueldade contra animais, nos Estados Unidos.

Os resultados de um ano de estudo, descritos abaixo em detalhes, mostram que um número extremamente alto de de casos de crueldade intencional foram cometidos por adolescentes do sexo masculino, com idade inferior a 18 anos. Além disso, a pesquisa mostra que grande número de casos de crueldade intencional contra animais também envolvem algum tipo de violência familiar, seja violência doméstica, maus tratos contra crianças ou idosos.

A HSUS compilou informações de 1624 casos de crueldade contra animais que ocorreram nos EUA no ano de 2000. Os relatos são de fontes bem documentadas, como a mídia e associações protetoras de animais locais. Desses casos, 922 envolvem violência intencional e 504 envolvem extrema negligência. O que se segue é uma avaliação do número de pessoas que cometeram maus tratos, tipos de abusos, outras formas de violência e número de pessoas que cometeram crueldade intencional.

Quem Sao os Autores dos Crimes?

Os do sexo masculino são responsáveis por 76% dos casos no geral e 94 % dos casos de crueldade intencional. Enquanto mulheres são responsáveis por apenas 24% do total, elas são resposáveis por 24% dos casos de severa negligência, incluindo 68% de casos de pessoas que criam muitos animais juntos.

Em casos de crueldade contra animais proposital, a maioria dos infratores era do sexo masculino e a maioria estava na faixa de menos de 18 anos: 31% cometido por adolescentes com idade inferior a 18 anos ( 94% por adolescentes do sexo masculino); 4 % cometido por crianças com idade inferior a 12 anos.

Existe uma Conexão entre Crueldade contra Animais e Violência Humana?

Quase um quarto de todos os casos de crueldade contra animais proposital, envolve alguma forma de violência familiar. Violência doméstica foi a forma mais reportada, seguida por abusos contra crianças e pessoas idosas.
21% dos casos de crueldade contra animais intencional também envolvem alguma forma de violência familiar.
13% envolvem violência doméstica. Nesses caso, o culpado abusa do parceiro ou cônjuge, forçando a vítima a testemunhar atos de crueldade contra animais.
7% diz respeito a abusos contra criancas.Nesses caso o culpado abusa de suas crianças e (ou) forca a vítima a testemunhar atos de crueldade contra animais.
1% envolve abuso de idosos. Nesses casos, o culpado abusa do idoso e ou força a vítima a testemunhar atos de crueldade contra animais.

Quem são as vitimas?

Animais de companhia são os alvos mais freqüentes de crueldade, principalmente os cães ( 76% de todos os animais de companhia) que são comumente mais relatados que casos de crueldade contra gatos ( 19% de todos os animais de estimação). Esse número baixo de incidências, não corresponde ao que dizem os que trabalham na causa e isso sugere que o público, a mídia e os reforços das Leis, parecem dar menos importância para casos de crueldade contra gatos, que para casos que envolvem crueldade contra cães.

O que se segue é uma análise dos animais vítimas de crueldade neste estudo:

76% dos casos envolvem animais de companhia.
12% dos casos envolvem animais de fazendas.
7% dos casos envolvem animais selvagens.
5% dos casos envolvem múltiplos tipos de animais.

Que tipo de crueldade é cometida contra animais?

Mais de 57% dos casos revistos foram caracterizados como abuso intencional ou tortura, 31% envolvem negligência extrema, incluindo deixar o animal passar fome e sem cuidados básicos, e 12% envolvem ambos, negligência e crueldade direta.

Nos casos de crueldade contra animais intencional, as ofensas mais comuns são tiros, espancamento, arremesso do animal e (ou) mutilação.

33% dos caso envolvem tiros
14% dos casos envolvem espancamento
8% dos casos envolvem arremesso do animal
8% dos casos envolvem mutilação
6% dos casos envolvem queimaduras
6% dos casos envolvem envenenamento
5% dos casos envolvem facadas
4% dos casos envolvem rinhas
4% dos casos envolvem chutes
2% dos casos envolvem sexual abuso contra animais
2% dos casos envolvem afogamento
2% dos casos envolvem enforcamento
6% dos casos envolvem outras formas de violência intencional

Quantos animais são afetados?

Fica impossível dizer quantos animais sofrem ou estão em risco de serem vítimas de crueldade, porque no momento não há no País um sistema de reforço de leis ou mesmo entidades pra monitorar todos os casos. Entretanto, no exemplo dos casos revistos nessa pesquisa, uma média de 3.4 animais foram vitimizados em casos de negligência.NA maioria (63%) os animais foram mortos ou tiveram que ser sacrificados devido ao resultado de seus ferimentos.

O relatório da HSUS corrobora com a mais recente pesquisa sobre a conexão entre crueldade contra animais e violência humana.

Apesar de ser este o primeiro estudo nacional para analisar a prevalência de violência humana em casos de crueldade contra animais, nas últimas duas décadas psicólogos, sociólogos e criminilogistas têm conduzido diversos estudos para examinar a extensão de casos de cruedade contra animais em casos de violência em família. Interesse antigo na conexão entre crueldade contra animais e violência humana foi inspirado por casos contados pelo povo, compilados pelo FBI e outras agências criminalistas ligando assassinos seriais, estupradores seriais e assassinos estupradores a atos de crueldade contra animais antes da idade de 25 anos. Muitos desses casos, incluindo reportagem onde houve alegação de maus tratos a animais por David Berkowitz e Jeffrey Dahmer, têm sido amplamente divulgados pela mídia e trazido conscientização do público sobre a conexão entre violência humana e violência contra animais. Entretanto, recentes estudos e pesquisas constatando a incidência de crueldade contra animais onde há casos de violência familiar, nos provê com evidências mais concretas.

Em 1995 pesquisadores entrevistaram uma pequena amostra de vítimas de violência doméstica que procuravam abrigo em Utah e descobriram que 71 % das que tinham animais de estimação receberam ameaças de seus agressores maltratarem ou matarem os animais da família. Estudos mais completos em 1997 e 2000, nos EUA e Canada, corroboraram essas descobertas e examinaram o efeito que essas ameaças têm no sentido de evitar que a vítima saia dessa relação familiar abusiva. Pesquisas relacionadas a esses estudos revelam que mais de 20% das vítimas de violência doméstica afirmam terem adiado sair de uma relação afetiva abusiva, temendo a segurança dos animais de estimação. Em resposta a essa constatação, associações de bem estar animal começaram a fazer parcerias com as agências que atendem casos de violência doméstica, no sentido de desenvolver programas que propiciam abrigo emergencial temporário para os animais de estimação de vítimas de violência doméstica.

Similar aos casos de violência doméstica, os que abusam de crianças freqüentemente o fazem com animais para exercitar seu poder de controle sobre a criança .Em alguns casos forçam crianças a atos sexuais com animais ou exigem que elas matem o bicho de estimação favorito , a fim de chantageá-las para que mantenham os abusos como um segredo de familia. Geralmente apenas a ameaça de machucar um animal da criança é suficiente para fazer com que ela se cale em relação às agressões que sofre. Um estudo realizado em 1983 referente ao New Jersey Division of Youth and Family Services for Child Abuse descobriu que 88% das familias que têm animais de estimação com histórico de abuso fisico, pelo menos uma pessoa cometeu crueldade contra animais. Em 2/3 dos casos o agressor é um dos pais. Entretanto em 1/3 as próprias crianças se tranformam em agressores, muitas vezes imitando a violência que viram ou experimentaram, usando o animal como a vítima.

Recomendações da Humane Society of the United States: Leis & Soluções para a Comunidade

Enquanto o estudo da HSUS é apenas uma amostra de milhares de casos de crueldade que as associações, os canis municipais e a polícia encontram a cada ano, os resultados do estudo nos dá um melhor entendimento de como crueldade contra animais se encaixa dentro de problemas maiores da comunidadde e da violência em família. A alta porcentagem do envolvimento de adolescentes em atos intencionais de crueldade e a prevalência da violência em família em muitos dos casos de crueldade contra animais, sugerem a necessidade de leis e soluções na comunidade, para crueldade contra animais e violência humana.

Nos últimos anos a conscientização do público e de profissionais sobre essa conexão aumentou devido a pesquisas e muitos casos estudados. Como resultado, muitas áreas do país já comecaram aa ajustar leis sobre crueldade contra animais e estão desenvolvendo programas inovadores junto às comunidades designados a reduzir violência. 31 estados e o Distrito de Columbia elaboraram projetos de lei ” felony level” (felony= mesmo nível de crime dos que cometem assassinato ou estupro. Sujeito a sentença severa por cometer crime considerado grave) e a maioria foi aprovada nos últimos anos. Muitos Estados também aprovaram leis exigindo avaliação psicológica e terapia para os que são presos por cometerem crueldade contra animais. Neste ano ( 2001) 18 estados estao trabalhando em leis contra crueldade (felony) melhorando as que já existem, no sentido de fazer com que esse tipo de crime seja considerado crime passível de sentenca pesada. Em adição, cinco estados -Florida, Virginia, Arizona, South Carolina and Massachusetts- introduziram leis que obrigam as denúncias de crueldade contra animais que chegam aos órgãos de controle Animal ( canis municipais e abrigos), sejam estudadas em conjunto com denúncias contra crianças que chegam aos servicos especializados de proteção a elas.

Além dos esforços em relação à legislação, muitas comunidades americanas já estão desenvolvendo programas anti-violência que têm a intenção de prevenção, usando a conexão violência contra animais/ violência contra humanos, para identificar e dar assistência a animais e humanos vulneráveis à posicao de vítimas. Departamentos de polícia, grupos de assistência social, abrigos para vítimas de violência doméstica, educadores e outros grupos anti-violência estão trabalhando em conjunto com entidades de bem-estar animal, desenvolvendo interatividade no sentido de reduzirem violência doméstica e crueldade contra animais. Muitos desses programas se utilizam de comparações de relatos entre organizações ( que cuidam de crianças, animais e casos de vilência em família) , trabalhando no sentido de encontrar uma solução conjunta.

Talvez o meio mais eficaz de se combater crueldade contra animais e violência humana seja a prevenção. A maioria dos maus tratos infligidos a animais e a humanos, é motivado por medo, ignorância e inabilidade de se ter empatia pelas necessidades e sentimentos de outros. Educação humanitária pode ser essencial para se introduzir o conhecimento de valores que podem ajudar a prevenir crianças de começarem a percorrer um caminho destrutivo. Esses esforços nao podem desfazer gerações de abusos, mas eles podem ser um significado efetivo no sentido de quebrar o ciclo de violência em familia, de uma geração para outra.

Texto original no site da Humane Society of the United States http://www.hsus.org

Matéria em português publicada no site http://www.apasfa.org/futuro/conexao.shtml

Aconteceu , de 08 a 11 de outubro, em Salvador, o I Congresso Mundial de Bioética e Direito Animal. O evento contou com a presença do primeiro professor de Direito Animal dos Estados Unidos, Steven Wise, que exerce atividades nas Universidades Harvard Law School, Vermont Law School e John Marshal Law School. Esteve presente ainda, também como palestrante convidado, o professor David Favre que ensina nas cadeiras de Direito dos Animais, Direito Ambiental da Fauna Silvestre e Direito Ambiental Internacional na Faculdade de Direito Michigan State University. Este atua na defesa jurídica dos animais desde o início da década de 80.

O Congresso reuniu ainda cerca de 25 palestrantes nacionais como Heron Santana Gordilho, Mônica Aguiar, Laerte Levai e Maria Auxiliadora Minahim; e internacionais, como Peter Singer e Gary Francione, estes por tele-conferência.Singer é conhecido por ter sido fundador e primeiro presidente da International Association of Bioethics (IAB). É professor da Princeton Univerdsity, nos Estados unidos. É autor de vários livros relacionados à área, sendo o mais conhecido “Liberação dos Animais e Ética Prática”.

Visite o site www.abolicionismoanimal.org.br e saiba mais sobre o evento.

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