Cada vez mais pessoas descobrem como é bom ter a companhia de um bichinho de estimação. Estes estão muito presentes nas famílias, dividindo os momentos alegres e tristes e são excelente companhia para idosos e crianças.

Depois dos filhos crescidos, morando em outra cidade, casados; as pessoas sentem solidão, sentem falta de dar e receber afeto. Muitos são os casos de parceria feliz entre idosos e animais de estimação. A companhia de animais domésticos pode melhorar a qualidade de vida do idoso, além de suprir a carência afetiva dessa etapa da vida. As pessoas sentem-se úteis, necessárias e se mantêm ativas, preservando a saúde física e mental.

Idosos que têm animais de estimação costumam adoecer menos e têm menos depressão. Não importa a raça ou a espécie. O que vale é o contato, o amor, carinho e o vínculo que se estabelece entre o idoso e o animal.

No Brasil, os animais têm sido utilizados na prática de Terapia Assistida por Animais (TAA). “Por meio da convivência com animais, os idosos conseguem colocar seus sentimentos para fora”, explica a psicóloga especialista em comportamento animal, Kátia Regina Aiello.

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De acordo com a veterinária Satie Uemura, a companhia de animais no ambiente doméstico ou em sessões assistidas de TAA melhora a qualidade de vida do idoso. “Para os mais velhos, não há companhia melhor do que a de um cão ou de um gato”.

Algumas raças são as mais indicadas para a convivência com pessoas na terceira idade. O labrador, por exemplo é um cão dócil, tranqüilo, muito utilizados com guias de cego. O gato persa é uma excelente opção dentre os felinos. Muito caseiro, tranqüilo, dócil, adora seguir o dono pelos cômodos da casa e adora carinho. Necessita de escovação,o que pode ser uma atividade prazeirosa e de interação agradável.

Mas não só os idosos são beneficiados com a companhia de um animalzinho. Embora ainda não se saiba todos os mecanismos biológicos que conectam a mente e corpo, já são muitos os estudos que indicam os efeitos fisiológicos positivos gerados nas pessoas que interagem com os animais.


O Journal of the American Association of Human-Animal Bond Veterinarian (AAHABV) relata os resultados alcançados pelo trabalho desenvolvido por dois médicos da África do Sul. O professor Johannes Odendaal e a Dra. Susan Lehmann obtiveram boas respostas sobre esses mecanismos. Tanto nos humanos como em cães há uma mudança hormonal benéfica que ocorre nas endorfinas beta, phenylethylamina, prolactina, dopamina e oxitocina (interação positiva). Além do bem-estar, a liberação dessas substâncias químicas também reduzem o cortisol (hormônio do estresse). Num estudo piloto foram caracterizados os efeitos normalizantes, do animal associado à terapia, exercem sobre os aminoácidos dos neurotransmissores em pessoas deprimidas. A realidade é que a relação terapêutica entre animais e humanos foi cientificamente medida e daqui a alguns anos poderá gerar uma mudança nas bases de algumas áreas da medicina.

Segundo destaca o Dr. Martin Becker, a pele, como o maior órgão do corpo, é a mais complexa fonte sensorial que envia informações para o cérebro. Não só informa o toque, mas também a dor, a temperatura e a pressão. Com base nessas informações, o cérebro libera hormônios (que controlam o sistema imunológico).