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A leishmaniose visceral canina (LVC) ou Calazar é uma doença infecto contagiosa que pode ser chamada de zoonose pois pode ser transmitida aos homens pelos animais e vice-versa. Geralmente os humanos atingidos têm baixa imunidade enquanto que os cães sadios são geralmente afetados.

O que provoca e como é transmitida a Leishmaniose?leiscicl

É provocada pelo protozoário Leishmania chagasi e transmitida através da picada do mosquito Lutzomyia Longipalpis contaminado. Se o mosquito pica um homem ou animal contaminado, transmitirá a outros essa grave doença.

Um cão, após ser contaminado por um mosquito infectado, apresenta um período de incubação bastante variado que vai de 2 meses até 6 anos. Em geral os primeiros anticorpos são observados em 45 dias após a infecção. Antes desse período a doença não é detectada nem por exames de sangue, por isso, eles devem ser repetidos após 45 dias se há suspeita da doença.

Quais os sintomas e sinais clínicos da Leishmaniose?

É importante frisar que alguns animais são mais sensíveis que outros e apresentam sintomas clínicos mais graves e mais precocemente.

Sinais e sintomas dematológicos:

· “Chancro de inoculação” – É uma reação no local da picada do mosquito, surge cerca de 20 dias após a infecção.

· dermatite seborreica – lesões na pele que descamam, semelhantes à caspa humanaolhosleishmaniose1

· alopecia periorbital – queda de pelo na região próxima aos olhos

· hiperqueratoses – lesões semelhantes a calos

· nódulos subcutâneos – “caroços” ou tumorações que aparecem no subcutâneo

· onicogrifose – crescimento exagerado das unhas

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· ausência de prurido – lesões não coçam

· erosões e úlceras (pontas de orelha/focinho) – ferimentos

Sinais e sintomas gerais:

· linfadenomegalia – gânglios linfáticos alterados, aumentados

· emagrecimento

· abatimento, fadiga, prostração

· febre

· anemia

· nefrite – inflamação dos rins

· hepatoesplenomegalia – aumento anormal do fígado e baço

· hemorragias – sangramento digestivo e nasal

· poliartrites – artrite em várias articulações

· lesões oculares – conjuntivites graves ou hemorragia retiniana

Devemos considerar o fato de que, em condições naturais, 60% dos cães doentes são assintomáticos

Como é feito o diagnóstico da Leishmaniose canina?

O diagnóstico clínico pode ser feito pelo médico veterinário que solicitará exames complementares para confirmação ou diagnóstico diferencial com outras doenças de menor gravidade.

A confirmação diagnóstica pode ser parasitológica (identificação do parasito através de biópsia) ou sorológica (através de exame de sangue)

Diagnóstico parasitológico da Leishmaniose:

• punção de medula óssea

• punção de linfonodos palpáveis

• punção hepática e esplênica

• biópsia de pele e/ou vísceras

Diagnóstico sorológico da Leishmaniose:

· Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) (podem haver Reações Cruzadas com Babesia canis e Erlichia canis).

· Reação de Fixação de Complemento (RFC)

· Elisa

· TRALD (Teste Rápido Anti-Leishmania donovani)

· Hemograma = pode ser normal ou com um determinado tipo de anemia.

· Provas de função renal – dosagem sanguínea de uréia e creatinina – podem ser normais ou não

· Provas de função hepática – podem ser normais ou não

· Proteinograma – Detecta alteração no perfil de proteínas

Diagnóstico diferencial:

Algumas doenças de menor gravidade podem causar determinados sintomas e sinais clínicos que também ocorrem na leishmaniose, portanto é necessário que o dono fique atento a quaisquer alterações, principalmente as dermatológicas nos seus cãezinhos.

Existe tratamento para Leishmaniose?

A leishmaniose é uma doença incurável que, quando tratada melhora a qualidade de vida mas torna-se uma doença crônica que necessitará de tratamento por toda a vida, para controle da enfermidade. O tratamento não evolui há muitos anos. Muitos tipos de drogas são utilizadas como: antibióticos, antifúngicos, bactericidas e drogas que atuam no sistema imunológico.

No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que os cães portadores de leishmaniose sejam sacrificados, e, apesar das medicações para tratamento da doença serem distribuídas na rede pública gratuitamente, o governo não arca com os custos do tratamento de animais, só de humanos. Entretanto, não é proibido o tratamento dos animais, desde que custeado pelo dono.

Não se pode esquecer que o cão é hospedeiro da doença, podendo transmiti-la através da picada do flebótomo. Esta situação de risco deve ser esclarecida para o dono do animal, por tratar-se de exposição dos humanos a risco de contágio de grave enfermidade.

Como prevenir a Leishmaniose?

collar-escaliburExiste apenas uma vacina para cães contra leishmaniose – a Leishmune. Lançada em 3005, é aplicada em consultórios veterinários particulares e tem eficácia de 92 a 95%e é aprovada pelo Ministério da Agricultura. Antes de receber a vacina, o cão deve fazer exames para ver se já está contaminado com leishmaniose. A primeira dose é feita em três aplicações, seguida de manutenção anual (reforço). É muito importante que o cão tome essa vacina.

O animal deve utilizar ainda uma coleira que ajuda a combater os mosquitos responsáveis pela doença . Alguns municípios brasileiros que são áreas endêmicas da doenças distribuem através do CCZ – Centro de Controle de Zoonoses.

Por ser um produto novo, a idade mínima recomendada para usar a scalibor é de 7 semanas de idade.
Combata os mosquitos na sua residência.

Lembre-se: tomando todos os cuidados necessários, o seu animalzinho e a sua família estarão quase que 100% protegidos !

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